domingo, 25 de abril de 2010

Africa do Sul - Saiba um pouco sobre os vinhos do pais da copa


Os vinhos sul-africanos têm ganhado muito em competência e qualidade nas ultimas décadas, enormes empresas estruturaram-se e hoje temos lá um cenário empresarial bem estabelecido, consistente, respeitado internacionalmente.
A principal região produtora é a do Cabo, com 4.500 produtores e 100 mil hectares de vinhedos, produtores estes que vendem sua produção para aproximadamente 400 vinícolas, dentre elas a imponente Distell, uma das responsáveis pela disseminação mundial dos vinhos e outras bebidas tradicionais daquele país, como o emblemático licor Amarula, já muito conhecido por nós brasileiros, afinal quem nunca tomou Amarula?

Mas nem tudo são flores, há aproximadamente sete anos, denúncias sobre adulteração de vinhos vieram à tona, manchando a reputação dos produtores de vinhos, na época o fato teve repercussão mundial, o caso é que alguns produtores adicionavam essências artificiais aos vinhos, adulterando os aromas e sabores dos vinhos, um absurdo que foi facilmente superado, os adulteradores foram identificados e processados pelas autoridades locais.

O principal órgão responsável pela disseminação mundial dos vinhos da África do Sul é o Wines of South África (WOSA), que é uma instituição sem fins lucrativos e independente de marcas e não é controlada pelo governo, é uma organização muito respeitada pelos produtores de vinhos, pois leva o trabalho feito por eles aos mais longínquos cantos do mundo.

Um pouco sobre o vinhos sul-africano:

Sobre a produção em si, a principal vinífera cultivada na África do Sul é a tinta Pinotage, que na verdade é um cruzamento das varietais Pinot Noir e Hermitage. Eu sempre digo que a Pinotage é uma variedade completa, ideal para quem busca um vinho equilibrado no que se diz a cor/aroma/sabor, dificilmente você encontrará um Pinotage que seja bom nos aromas e ruim no sabor, ele é equilibrado, muito bom também para quem está começando a estudar vinhos, procure pelos rótulos: Two Oceans (custa em média R$25,00) ou o mais refinado Fleur-du-CAP (custa em média R$35,00) ambos da já citada Distell, para quem gosta de Chardonnay (como eu) prove o Fleur-du-CAP Chardonnay, é um chardonnay parcialmente fermentado em barrica que poucas vezes já provei de igual qualidade e justamente pelo preço altamente competitivo (R$35,00 em média).

Os vinhos sul-africanos são muito respeitados pelos conhecedores de vinhos pelo mundo a fora, porém o que me chama a atenção é a alta qualidade frente ao preço competitivo, poucas vezes me decepcionei com os vinhos sul-africanos, se você gosta de vinho procure prová-los, é uma aula para os olhos, nariz, boca e alma.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Cada vinho um aroma! - por Bruno Agostini*-

Notas de querose e petróleo? Aroma de xixi de gato? Rapadura? Pele de salame? Terra molhada? Caixa de charutos? Própolis?

Pois é, acreditem, esses aromas podem ser encontrados nos vinhos.
Estava há tempos para escrever sobre cheiros estranhos que podemos encontrar nas garrafas.

Me lembrei desta história na sexta passada, quando provei uns vinhos suíços. Adorei o Petite Arvine Maitre de Chais 2007, feito com esta uva (a Petite Arvine), rara, só encontrada no Valais.
Mas o que mais me chamou a atenção na degustação foi um aroma que dominava o Rouge d’Enfer maitre de Chais 2005: era própolis.
Eu, sozinho, seria incapaz de identificar essas notas, ainda que percebesse um cheiro familiar. Mas foi só o Sébastien Ludy dizer que este vinho, corte de Syrah, Cornalin, Humagne Rouge e Diolinoir, apresentava aroma de própolis para a ficha cair: pois era mesmo própolis o que eu estava sentido.

Essa história me fez ir mais atrás no tempo. Me lembro, certa vez, apreciando um Malbec do Bettú eu senti um aroma nítido de rapadura. Teve quem me corrigisse, dizendo que isso era alcaçuz, que muita gente confundia um com o outro.
Mas, para mim, era mesmo rapadura. Já provei alcaçuz. Podem ser perfumes semelhantes, mas rapadura é rapadura, alcaçuz é alcaçuz.
Então, resolvi fazer uma brincadeira. Convoquei o Pedro Hermeto, do Aprazível, e o Rogério Goulart, que vende os vinhos do Bettú aqui no Rio, para fazermos uma visita à Feira de São Cristóvão levando uma garrafa do Malbec do Bettú.
Sentamos numa barraquinha, pedimos carne de sol com aipim e manteiga de garrafa, além de farofa, para acompanhar o vinho.
Depois, ofereci a taça a algumas pessoas, perguntando se sentiam ali alguma aroma familiar. Mas ninguém falou de rapadura, e todos acharam aquilo estranho.
Foi divertido. Quando eu perguntava se estavam sentindo cheiro de rapadura, alguns até confirmaram, achando a maior graça daquilo.

* Bruno Agostini é jornalista apaixonado por gastronomia e tem um blog no O Globo.

sábado, 27 de março de 2010

Terremoto afeta a safra 2010 no chile

Em plena época de colheita, o terremoto comprometeu a colheita e a elaboração de vinhos da safra 2010, destruindo vinhedos, instalações e estoques.

A catastrofe que atingiu o Chile trouxe também danos à vinicultura, num momento em que se prepara a colheita das uvas tintas.

O jornal Mercurio On Line mostrou informações sobre os diversos setores afetados, obtendo declarações do presidente da Corporação Chilena del Vino, Gerardo Artega.

Segundo ele, a maior perda foi em tanques de aço cheios de vinho, que desabaram.

As regiões mais afetadas são Maule e Bió-Bió. Em Maipo, Aconcagua e Limarí os danos foram mais reduzidos.

Vinícolas como Casa Silva, Viu Manent, Miguel Torres, Montes, Lapostolle perderam tanques, barricas e vinhos engarrafados.

Muitas bodegas são construídas em paredes de adobe, que funciona como isolante térmico. Essas construções já resistiram a outros tremores mas agora desabaram, danificando barricas e estoques.

A principal consequencia está nos grandes tonéis cheios de vinhos, principalmente os de aço, onde as perdas foram grandes.

As barricas sofreram menos que os grandes tanques, mas precisam ser revisadas a tempo para a maturação dos novos vinhos.

Quanto aos vinhedos, vários sistemas de condução caíram, com parreiras carregadas às vesperas da colheita, mas não se esperam grandes perdas nessa área.

Como a colheita de uvas brancas se iniciou há 10 dias e as tintas serão colhidas em 20 dias, os vinicultores têm um curto prazo para tomar decisões. Usualmente as vinícolas não fazem seguros contra terremotos, o que pode fazer os prejuízos refletir fortemente na disponibilidade de vinhos da safra 2010.

Com esta situação, é possivel que os preços de vinhos chilenos sejam afetados no mercado internacional, ou pelo menos dificuldades na disponibilidade dos produtos.

sábado, 13 de março de 2010

Sommelier Conteporaneo x Sommelier Tradicional

Quando se fala em Sommelier lembra-se do profissional que aconselha o cliente a escolha das bebidas em restaurantes e cuida do serviço. Pode então definir este tipo de descrição como a de um Sommelier tradicional, pois sua ação apenas se destinava exclusivamente no salão do restaurante.
Hoje, o Sommelier além destas funções foram atribuídas outras responsabilidades como compra, harmonização de pratos com a carta de vinhos. Seus conhecimentos em constante atualização favorecem um grande poder comercial alem de contribuir para a motivação e formação profissional.
Desta forma, o Sommelier Contemporâneo é para mim o profissional ideal para qualquer estabelecimento, preenchendo os requisitos comportamentais e técnicos exigidos para profissão.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Livro da semana

Vou começar a uma busca sobre livros bons e de facil leitura sobre vinhos. A minha primeira indicação é Vinho sem segredo de Patricia Tapia - Editora Planeta. Um livro que não tem como objetivo te tornar um expert em vinhos, mas fazer com que seja capaz de responder com certa propriedade uma pergunta bem básica: gosto ou não gosto do vinho que estou tomando? Por quê? Simples assim. Como o vinho.

Boa leitura.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

A globalização no mundo do vinho.

A França passa por um momento complicado na viticultura. Frente à crise, o vinho francês precisa fazer sua revolução. Uma delas é a queda contínua das exportações de vinhos franceses já há alguns anos, afetando todo o setor de vinhos. Bordeaux é a região vinícola mais tocada, seguida pelo Beaujolais. A Borgonha ainda tenta resistir.
A comparação com os vinhos do Novo Mundo (Estados-Unidos, América do Sul, Austrália, África do Sul) é cruel para os vinhos franceses. Não que seja o caso de que a produção de vinhos na França caiu ou que a qualidade esta em prova, mas é que nem sempre corresponde ao gosto novo dos consumidores.
A crise do vinho é o presente. Com a perda progressiva do monopólio, a França sofre com a produção mundial e a aparição dos vinhos do Novo Mundo, em climas mais quentes e regulares. Em vinte anos, o mercado se transformou e a produção mundial atual de vinho é maior que o consumo.
É necessária uma verdadeira revolução no mundo do vinho. Antes os franceses podiam impor seu jeito de ler o vinho, mais ligado a um terroir, a associação entre um tipo de solo, um clima, uma variedade de vinha, mas aos poucos, os consumidores estrangeiros, particularmente os americanos, foram impondo outros gostos.
O vinho de hoje tem de ser fácil de beber e de entender. O que os franceses demoram a perceber é que o mundo do vinho está passando pela globalização, e que para muitos nem é uma novidade, mas hoje o vinho está sendo produzido nos quatro cantos do mundo e oferecem, quase sempre, uma relação custo beneficio muito mais interessante que a maioria dos vinhos franceses.

Outro fato que não podemos deixar de citar são as novas leis de segurança no transito sobre se beber não dirija, e a forma que o mundo hoje realiza as refeições, entre outras comemorações que antigamente se via facilmente o vinho hoje é raro, na maioria das vezes.
Será que uma das formas mais corretas da França hoje é começar a produzir vinhos com estilo “Napa” e deixar de lado o terroir que sempre deu elegância e supremacia aos seus vinhos? É um processo que poderá acarretar mudanças preocupantes na produção clássica de um vinho francês, preocupação que se choca com a pergunta de como competir com países onde impérios industriais trabalham com volumes gigantescos e uma mão de obra muito mais barata? Será uma luta árdua que está apenas começando e que frente a crise, sobrará para os grandes vinicultores, de forma talentosa escolher juntar-se a todos ou fazer a exceção.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Uma nova experiencia

Boa tarde a todos.

Primeiro quero explicar a ideia de criar um blog. Bom, acredito que a internet é a maneira mais facil das pessoas te conhecer e compartilhar experiencias de vida, desta forma como estou em uma nova profissão que a cada dia ela se difundi, a partir de hoje estarei aqui para relatar o que faço no meu trabalho, umas das profissões mais deliciosas do mundo(e eu provo isso hein) a vida de um amante da bebida que a muito tempo atrás foi chamada de "Nectar dos Deuses" esta bebida é o vinho e a minha profissão será Sommelier ( daqui a 6 meses).
Para isso irei meu apresentar brevemente. Então meu nome é Wellington Gonçalves de Souza, tenho 24 anos, solteiro(mas namoro com a unica mulher mais linda do mundo). Trabalho há pouco mais de 1 anos como demosntrador de vinhos na adega do Supermercado Verdemar em Belo Horizonte e estudante de jornalismo na Faculdade Newton Paiva, além é claro de fazer curso de Sommelier na ABS-MG.
Acho que é isso.
Aqui tentarei manter este contato com quem ama o vinho, e tentarei sempre ficar atualizado com tudo que este mundo "vinicula" nos oferece.

Um abraço a todos e até breve.